Aos 30, tenho passado um tempo legal trancafiado musicalmente nos anos 30. Muita coisa absurda: Noël Rosa, Almirante, Mário Reis, Francisco Alves, Aracy de Almeida, Carmen e Aurora Miranda, Sílvio Caldas, Lamartine Babo, Ismael Silva... Um panorama surreal cerca de dez anos depois da pseudocriação do próprio surrealismo.
E se o rádio brasileiro era de ouro maciço, a tela do cinema americano plantava sementes atmosféricas que fariam brotar mágica nas mãos de gente como Billy Wilder dali a poucos anos.
É fato de que o futuro encanta, reserva novidades e nascimentos mais do que sensacionais, mas não há como esconder a vontade de ter nascido em 1910.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
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