Sonhei hoje que tinha tatuado uma grande maçã ultrarealista atrás do lábio inferior. Uma maçã com a parte mordida voltada para a frente.
Acima dela, mas sem tocá-la, um boneco azul feito apenas com traços. Como o Trapinho, personagem do meu tio, o grande Wander Monteiro.
Abaixo da maçã, um texto ridículo. Algo como "Worldship Soccer Footballship". Algo que, se fizesse sentido, sairia como "Fraternidade Mundial do Futebol da Fraternidade do Futebol". Eu tinha vergonha do texto, que, aparentemente, tinha brotado ali.
Mas a tatuagem também era um sol. Acho que um sol que virou maçã.
Nas ruas, peças de carro, todas cheias de furo, se deslocavam no ar em câmera lenta. Acho que todas eram semelhantes ao que acho que é o cano de descarga "completo". Não só o cano, mas o que vem depois dele e fica sob/dentro do carro. Como um dente, que vemos a ponta, e não a raiz. Não sei. Era como se as peças estivessem dentro de uma piscina. Eu tocava algumas e as empurrava levemente para que voassem em determinadas direções. Uma, me lembro, quase acertou um mendigo sentado na rua Desembargador Isidro, na Tijuca, Rio de Janeiro. Torci para que não alcançasse e nem machucasse o cara.
Também voei. Voei como quem nada. E enquanto voava, lembrava de outros sonhos em que era perseguido por gente que, do alto dos prédios, me via voar.
Nos meus sonhos, voar sempre foi errado. Nunca ninguém apontou para mim e disse "que legal, ele voa, mãe". Querem é me abater, mas acho que não sei a razão. A psicanálise falará de liberdade versus opressão do mundo. Liberdade contra os padrões comuns e mais fáceis.
Eu digo que não sei, e sigo voando, com minha tatuagem de maçã, meu personagem azul e palavras sem sentido.
O que é muito bom.
Acima dela, mas sem tocá-la, um boneco azul feito apenas com traços. Como o Trapinho, personagem do meu tio, o grande Wander Monteiro.
Abaixo da maçã, um texto ridículo. Algo como "Worldship Soccer Footballship". Algo que, se fizesse sentido, sairia como "Fraternidade Mundial do Futebol da Fraternidade do Futebol". Eu tinha vergonha do texto, que, aparentemente, tinha brotado ali.
Mas a tatuagem também era um sol. Acho que um sol que virou maçã.
Nas ruas, peças de carro, todas cheias de furo, se deslocavam no ar em câmera lenta. Acho que todas eram semelhantes ao que acho que é o cano de descarga "completo". Não só o cano, mas o que vem depois dele e fica sob/dentro do carro. Como um dente, que vemos a ponta, e não a raiz. Não sei. Era como se as peças estivessem dentro de uma piscina. Eu tocava algumas e as empurrava levemente para que voassem em determinadas direções. Uma, me lembro, quase acertou um mendigo sentado na rua Desembargador Isidro, na Tijuca, Rio de Janeiro. Torci para que não alcançasse e nem machucasse o cara.
Também voei. Voei como quem nada. E enquanto voava, lembrava de outros sonhos em que era perseguido por gente que, do alto dos prédios, me via voar.
Nos meus sonhos, voar sempre foi errado. Nunca ninguém apontou para mim e disse "que legal, ele voa, mãe". Querem é me abater, mas acho que não sei a razão. A psicanálise falará de liberdade versus opressão do mundo. Liberdade contra os padrões comuns e mais fáceis.
Eu digo que não sei, e sigo voando, com minha tatuagem de maçã, meu personagem azul e palavras sem sentido.
O que é muito bom.