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domingo, 10 de maio de 2009

Mau Jeito










Mau Jeito
Letra: Marcio Teixeira de Mello

Sol que late lá fora
E eu já estou aqui dentro de novo

Mas tudo fica bem agora
Eu sei o que é que eu ouço

Você me abre as portas
Fico de joelhos
E não sei me comportar
Me perco diante dos espelhos
E não sei

Desculpe qualquer mal entendido
Desculpe o mau jeito
Desculpe tudo de ruim que acontece
No meu peito
Não tenho controle, não

Não tem controle, não

Não posso me retratar
Queria confirmar
Mas é muito complicado
Queria estar contigo
Estar sempre do seu lado

E agora
O que pensar?

O que dizer pra você?

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Para baixar a música, assim, de graça,
clique aqui.


domingo, 29 de março de 2009

Nenhum Parque de Diversões

Abramos espaço para o fluxo:

Preocupação
Um que vive, quer o outro vivendo
Bem
Feliz
Em igualdade de condições

Dentro de algum egoísmo

"Você vive, e está bem"

Com isso, não passa a frente de ninguém

Preocupação como lei
Como elo entre seres sem elo algum?

"Viva como eu, seja feliz como eu sou"
Puta que pariu, caralho

O caminho não é tão simples
Não é tão pacífico
É bonito, é verdade
Mas preocupantemente torto

Então fique em paz
E nem lembre mais do outro
E não busque que essa felicidade toda
Seja o meu parque de diversões diário

sexta-feira, 27 de março de 2009

A Escada do Sol

Letra: Marcio Teixeira de Mello

Fale a verdade: você não leva isso a sério
Deixa a ambição fazer a grande parte dela
Sinto que não dá para abrir mão do meu nome
A escada do sol e o elevador da fome

Claro que inventa a sua vida e com dois ou mais
Determina as regras

Nada disso tem sombra
O real me assombra
Se é real, me assombra

Comigo não tá
A chance de viver
Virou um vazio
Comigo não tá
Não sei onde ela está
Mas não está mais frio

Depressão/reimpressão
Propagando uma palavra que não é minha
Planos de aniquilação inacabados
Mostrando a liberdade que eu tinha

quinta-feira, 12 de março de 2009

Voltando


Quase dois anos longe desse espaço. No entanto, ele, bondoso, sempre esperou por mim. Às vezes até me chamava, mas a quantidade de entulho interior sempre o deixava em segundo plano.

Agora retorno. Se eu quisesse voar e dizer "agora retôrno", a gramática me bateria. Palavras diferentes com grafia exatamente igual. Talvez como as pessoas, cada uma com uma carga genética, histórica, cultural, mas semelhante nas atitudes e modos de pensar.

Pode haver rompimento, fuga, desafio ao senso comum, mas tudo dentro de padrões de comportamento. E tudo com base nos números que conhecemos, em dias de meses que sempre se repetem. Sempre me pergunto se a Terra não enjoa de tanto girar.

No entanto, a criatividade está aí para libertar da mesmice. Você observa o padrão e o contorna. E o coloca diante do espelho. E faz com que o reflexo do padrão cegue momentaneamente o motorista de um caminhão de verdades e dados e planejamento. Talvez pelo tempo suficiente para que a carga que transporta ou se quebre por completo ou seja saqueada pelas populações ribeirinhas.

E esse reflexo é como a invenção de um bom sol, um útil sol, pronto para fazer brilhar apenas o que é real.

Diferente desse nosso sol que, cansado da gente, agora só quer nos sacanear.